Bitcoin em Colapso: A Queda de Fevereiro de 2026
O Bitcoin registrou uma queda drástica em fevereiro de 2026, caindo de US$ 121 mil para abaixo de US$ 70 mil, com retração de 25% só nos primeiros dias do mês.
Bitcoin em Colapso: A Queda de Fevereiro de 2026
Bitcoin experimentou uma queda acentuada em fevereiro de 2026, revertendo ganhos anteriores e reacendendo debates sobre sua volatilidade.
Contexto da Queda
O Bitcoin despencou cerca de 48% entre outubro de 2025 e 5 de fevereiro de 2026, saindo de US$ 121 mil para abaixo de US$ 70 mil, com uma retração de 25% só nos primeiros dias do mês. Em 2 de fevereiro, chegou a US$ 75 mil, e até 5 de fevereiro, testou mínimas próximas de US$ 65-67 mil, o menor nível desde a reeleição de Donald Trump. Essa parcial de fevereiro já é o terceiro pior mês desde 2020, atrás apenas de maio de 2021 e junho de 2022.
Principais Causas
A nomeação de Kevin Warsh para o Federal Reserve (Fed) sinalizou um aperto monetário mais prolongado, frustrando expectativas de cortes de juros que impulsionavam o apetite por risco em 2025. Saídas recordes de ETFs de Bitcoin, como US$ 400 milhões em um dia, refletiram a aversão de investidores institucionais a ativos voláteis em meio a juros altos. Correções no setor de tecnologia e no ouro amplificaram o movimento, junto com alta alavancagem no mercado cripto, que liquidou posições e injetou liquidez para grandes players.
Impactos no Mercado
O valor de mercado das criptomoedas perdeu US$ 100 bilhões no início do ano, com o Bitcoin zerando ganhos de 2026 e falhando em romper resistências como US$ 90-94 mil. Apostas em plataformas como Polymarket dão 72% de chance de queda abaixo de US$ 70 mil até março, com pessimismo em contratos de curto prazo. Apesar do apoio público de Trump, que levou o BTC a US$ 126 mil pós-eleição, o humor macroeconômico prevaleceu.
Perspectivas
Analistas veem o movimento como desalavancagem cíclica, não estrutural, mas alertam para fragilidades em cenários de liquidez restrita. Fevereiro ainda não acabou, e históricos mostram recuperação após quedas intensas, embora o risco persista com o Fed hawkish.
